Dry ice · peneiração com gelo seco

Quinze minutos do começo ao fim.

Gelo seco a −78 °C deixa o tricoma quebradiço em segundos. Matéria e gelo na bag, poucas passadas curtas, e a resina atravessa a malha em pó.

Work Bags a partir de R$ 99,90 · envio para todo o Brasil

Kief claro amontoado numa tigela de vidro
Kief: a resina em pó
Faixa típica
5 a 15%
referência técnica
Micragens
220u para volume · 160u e 73u para refino
Gelo seco
−78 °C — luva e ventilação, sempre
Solvente
Nenhum — malha e CO₂ sólido

Nesta página

Tudo sobre Dry Ice, numa página só.

O caminho explicado do começo ao fim e, logo abaixo, os guias completos — os mesmos que a bancada abre com a mão molhada. Clique para ir direto ao ponto, ou role e leia tudo na ordem.

seções do caminho
8
guia completo
1
min de leitura
7

O que é

Gelo seco — CO₂ sólido, a −78 °C — congela o tricoma em segundos e o deixa quebradiço. Matéria e gelo vão juntos para dentro de uma bag de malha; ao agitar, a resina atravessa em pó. É peneiração a seco com o frio levado ao extremo: muito rápido, muito rendimento, e uma qualidade que depende de parar na hora certa.

Para quem é

Para quem tem volume — trim, sobra de manicure, flor pequena — e quer transformar em extrato no mesmo dia, sem água e sem secagem. O resultado é ótimo para prensar: dry ice de 73u vira rosin muito bom.

Dificuldade
Simples — o cuidado é com o gelo seco.
Investimento
Uma bag de malha e o gelo do dia.
Teto de qualidade
Rende muito; brilha depois de prensado.

O caminho numa imagem

Ficha técnica de Dry Ice.

  1. 1

    Gelo secoCO₂ sólido, a −78 °C. Luva sempre.

  2. 2

    A névoa é CO₂Ao esquentar vira gás, que desce: trabalhe ventilado.

  3. 3

    A malha da bagA micragem decide quanto material vegetal passa.

  4. 4

    Resina em póO tricoma congelado quebra e atravessa a malha.

Princípio
Peneiração a seco com o frio do CO₂ sólido
Solvente
Nenhum
Matéria
Trim e flor secos — quanto mais seca, melhor
Gelo seco
−78 °C · luva e ventilação, sempre
Proporção
1:1 a 1:2 entre gelo seco e matéria, em peso· referência técnica
Contato
2 a 3 min antes de agitar· referência técnica
Passadas
20 a 60 s cada, uma micragem por vez· referência técnica
Micragens
220u para volume · 160u e 73u para refino· referência técnica
Bags
Work Bag de 220u (15L e 25L) e bags avulsas em nylon food grade· catálogo
Resultado
Kief em volume — feito para a prensa

Como se faz

Seis etapas, e o que decide cada uma.

  1. 01

    Preparar a bancada e a proteção

    Luva grossa, lugar ventilado e uma superfície lisa, limpa e seca para receber o pó. Gelo seco queima a pele em segundos e, ao sublimar, vira CO₂ — que desce e se acumula em ambiente fechado.

    DicaQuebre o gelo seco em pedaços pequenos antes de começar. Pedra grande rasga matéria e malha.

    O que entra aqui

    Luva térmica, pegador e uma bancada ao ar livre ou bem ventilada.

  2. 02

    Matéria seca, fria e solta

    O método é para matéria seca. Umidade congela em volta do tricoma, empasta na malha e leva água para o pó. Separe galhos grossos: eles só ocupam espaço e furam a bag.

    DicaUm tempo de freezer antes ajuda: a matéria chega fria e o gelo seco rende mais.

  3. 03

    Contato: gelo e matéria na bag

    Matéria e gelo seco vão juntos para dentro da bag. Antes de agitar, deixe os dois em contato por 2 a 3 minutos: é o tempo de o frio extremo deixar o tricoma quebradiço.

    DicaAnote quantos gramas de gelo para quantos de matéria. A referência vai de 1:1 a 1:2 — e é a variável que mais muda o resultado entre dois runs.

  4. 04

    Passadas curtas, uma micragem por vez

    Na 220u sai muito e sai rápido: é a passada de volume, com mais material vegetal junto. Na 160u e na 73u o resultado é mais limpo — é onde vale investir tempo. Cada passada dura segundos, não minutos.

    DicaDe 20 a 60 segundos por passada. Agitação longa quebra folha congelada, e o verde entra no pó mais rápido que em qualquer outro método.

  5. 05
  6. 06

Os números do caminho

O que medir, e o que esperar.

Três malhas, três resultados

A mesma matéria muda de categoria conforme a malha: volume na mais aberta, material de prensa na mais fina.

  1. 220u

    Volume — Sai muito e sai rápido, com mais material vegetal junto.

  2. 160u

    Equilíbrio — Menos volume, pó visivelmente mais limpo.

  3. 73u

    Refino — O melhor do método — e o que vale prensar.

onde costuma estar o melhor materialMicragens disponíveis nas bags avulsas 6 Stars (Clássicas: 220u, 160u, 120u, 73u e 25u; Full Mesh: de 220u a 25u em oito degraus).

Faixa típica de rendimento

Rendimento é o peso que sai dividido pelo peso da matéria que entrou.

Faixa típica de referência, não promessa: o rendimento depende da matéria, da genética e de como o processo foi conduzido. Cada caminho tem a sua régua: rendimento de processos diferentes não se compara.

Temperaturas e tempos são referências de partida, não receita: ajuste à sua matéria e anote o que mudou.

O que muda o resultado

Seis variáveis. Mexa em uma por vez.

Mudar duas coisas no mesmo run é não saber qual delas fez diferença. Anote o que mudou: é o que transforma um run bom em um processo que se repete.

  1. 01

    Gramas de gelo seco

    É o combustível do método. Pouco gelo não congela a matéria inteira; gelo demais só dilui o processo.

    pouco gelo · ↓ rendimento

  2. 02

    Proporção entre gelo e matéria

    A variável que mais muda o resultado de um run para outro — e a que mais some da memória de uma semana para a outra.

    a variável que mais pesa

  3. 03

    Tempo de agitação

    Segundos a mais viram folha quebrada no pó. Aqui a pressa custa qualidade mais rápido que em qualquer outro caminho.

    ↑ tempo · ↓ pureza

  4. 04

    Micragem da bag

    A 220u entrega volume; a 160u e a 73u entregam limpeza. A escolha decide se o pó é de trabalho ou de prensa.

    ↓ micragem · ↑ pureza

  5. 05

    Número de passadas

    Cada passada rende mais e piora um pouco. Separar por passada preserva a melhor.

    ↑ passadas · ↑ rendimento · ↓ pureza

  6. 06

    Método: shake bag, tumbler ou Trim Box

    Muda a força da agitação e o quanto ela se repete igual. Agitar na mão é o mais variável dos três.

    muda força e repetição

Erros comuns

Onde o resultado se perde.

  • Pegar gelo seco com a mão

    Queimadura por frio acontece em segundos. Luva grossa, sempre — sem “só um pedacinho”.

  • Trabalhar em lugar fechado

    O CO₂ desce e se acumula. Ao ar livre, ou com ventilação de verdade.

  • Guardar gelo seco em recipiente vedado

    Ele vira gás e precisa sair. Recipiente fechado acumula pressão.

  • Agitar demais

    Folha congelada quebra fácil. Passada longa é a forma mais rápida de transformar kief em pó verde.

  • Usar matéria úmida

    A umidade congela, empasta na malha e vai parar no pó.

  • Não anotar a proporção

    Sem ela, não dá para repetir o run bom nem entender o ruim.

O caminho até 6★

Aqui a meta é outra.

Dry ice raramente chega a 6★ — e não é para isso que ele existe. É o caminho do volume e da velocidade. O melhor do método está nas passadas curtas em malha fina, e ele mostra o que vale depois de prensado: dry ice de 73u vira rosin de respeito.

  • Primeira passada de cada malha
  • Malha de 73u
  • Pó claro, sem verde
  • Destino: a prensa
A escala de 1★ a 6★
  1. Material vegetal aparente
  2. Quase não derrete
  3. Derrete em parte
  4. Derrete bem, deixa resíduo
  5. Derrete quase todo
  6. Full melt: derrete inteiro

Perguntas frequentes

Antes de comprar para Dry Ice.

Não achou a sua? Chama a 6 Stars no WhatsApp.

Qual bag usar com gelo seco?

A Work Bag de 220u é a bag de agitação, a de volume. Para refino, as bags avulsas — Clássicas ou Full Mesh — saem em micragens menores; as Clássicas de 18L são indicadas na própria ficha como compatíveis com gelo seco.

Dá para usar as bags do kit de ice?

Dá: é a mesma malha de nylon food grade. Só garanta que estejam completamente secas antes — qualquer água congela em contato com o gelo seco e fecha a malha.

Dry ice ou dry sift?

Dry ice é mais rápido e rende mais, com qualidade média menor. Dry sift é mais lento e mais controlável, com teto de qualidade mais alto. Muita gente usa os dois: dry sift para a flor, dry ice para o volume de trim.

Quanto gelo seco eu preciso?

A referência vai de 1:1 a 1:2 entre gelo seco e matéria, em peso. Comece pelo meio e anote: a proporção certa varia com a matéria, e só o registro mostra qual é a sua.

Guia 1 de 1Guia principal

Dry ice: rendimento rápido, com o preço da contaminação

Quinze minutos do começo ao fim. A proporção de gelo seco, o tempo de cada passada, a ordem das bags — e o cuidado com a condensação que ninguém conta.

  • 7 min de leitura
  • 7 etapas no passo a passo
  • 10 seções

01

Parâmetros de referência

Proporção

1:1 a 1:2

gelo seco : matéria, em peso

Contato antes de agitar

2 a 3 min

Primeira passada

20 a 30 s

a melhor fração

Passadas seguintes

30 a 60 s

cada, coletadas em separado

Micragem

73u e 160u

para qualidade

220u

para volume

Tamanho do gelo seco
Pedaços pequenos, do tamanho de uma noz
Descanso antes de fechar no pote
Até o pó voltar à temperatura ambiente, em sala seca
Faixa típica de rendimento

5 a 15 %

02

Segurança primeiro

  • Gelo seco está a −78 °C: luva grossa sempre, nunca na mão nua. Queimadura de frio acontece em segundos
  • Ele não derrete, sublima em CO₂. Trabalhe em local ventilado — CO₂ é mais pesado que o ar e se acumula no chão de ambiente fechado
  • Nunca guarde gelo seco em recipiente vedado: a pressão do gás estoura pote, garrafa e tampa de rosca. Caixa de isopor com a tampa apenas apoiada
  • Óculos de proteção ao quebrar o gelo, e o que sobrar sublima sozinho em área aberta — não jogue em pia nem em ralo

03

Antes de começar

0 de 7 separados

Equipamento
Matéria
Work bag 6 Stars de 220u, com zíper e boca amarela
Bag clássica vermelha 6 Stars, a de 160u
Bag clássica amarela 6 Stars, a de 73u
A work bag de 220u para volume; as clássicas de 160u e 73u para as frações limpas.

04

Passo a passo

  1. 01

    Quebre o gelo seco

    Enrole o bloco em um pano e quebre com o martelo de borracha até ficar em pedaços do tamanho de uma noz. Pedaço grande bate na matéria e tritura folha; pedaço pequeno gela por igual e some rápido.

  2. 02

    Misture e espere 2 a 3 minutos

    • 2 a 3 min

    Matéria e gelo seco no balde, mexidos de leve, e a bag vestida na boca do balde. O frio extremo deixa o tricoma quebradiço na hora — e é por isso que o método é tão rápido.

  3. 03

    Primeira passada na bag mais fechada

    • 73u
    • 20 a 30 s

    Comece pela micragem mais fechada que você tem (73u): vire o balde com a bag para baixo e agite de 20 a 30 segundos sobre a superfície de coleta. Sai pouco e sai limpo. Junte com o cartão e guarde: é a melhor fração do run.

  4. 04

    Passadas seguintes

    • 30 a 60 s

    Repita em passadas de 30 a 60 segundos, coletando cada uma em separado. A cor conta a história: enquanto o pó sai dourado, continue; quando esverdear, a fração nobre acabou.

  5. 05

    Suba de micragem

    • 160u
    • 220u

    A mesma matéria passa para a 160u e, por último, para a 220u. Cada troca rende mais e entrega menos pureza — a 220u é a passada de volume, com bastante material vegetal junto. Bom destino para ela: a bag de rosin.

  6. 06

    Deixe o frio ir embora antes de fechar o pote

    Este é o cuidado que ninguém conta. O pó sai muito abaixo de zero e puxa a umidade do ar como um copo gelado. Espalhe em camada fina, em sala seca, até todo resto de gelo sublimar e o pó voltar à temperatura ambiente. Pote fechado com pó gelado é condensação por dentro — e condensação vira mofo.

  7. 07

    Pese e guarde

    Pese cada fração, identifique micragem e passada e guarde em vidro vedado, no frio e no escuro.

05

Dicas de bancada

06

Erros comuns e como corrigir

  • Sintoma

    Pó verde já na primeira passada

    Causa provável
    Agitação longa, gelo em pedaços grandes ou matéria seca demais
    Como corrigir
    Passadas de 20 a 30 s, gelo menor, comece pela 73u
  • Sintoma

    Pó empelotado e úmido

    Causa provável
    Condensação: sala úmida ou pote fechado cedo
    Como corrigir
    Seque em camada fina antes de guardar; desumidificador na sala
  • Sintoma

    Mofo no pote dias depois

    Causa provável
    Pó guardado ainda gelado
    Como corrigir
    Espere voltar à temperatura ambiente, em sala seca
  • Sintoma

    Bag furada

    Causa provável
    Galho grosso ou gelo em blocos batendo na malha
    Como corrigir
    Tire os galhos e quebre o gelo menor
  • Sintoma

    Rendimento alto e qualidade baixa

    Causa provável
    Só a 220u foi usada
    Como corrigir
    Colete primeiro na 73u e na 160u, deixe a 220u por último

07

Como avaliar o resultado

Dry ice rende mais que dry sift e, na média, entrega menos pureza: o choque térmico quebra folha junto com tricoma. Avalie cada passada em separado, com lupa e com calor.

  1. 5★ a 6★
    Aparência
    Dourado claro, só cabeças na lupa — raro neste método
    No calor
    Derrete quase todo ou por completo
  2. 4★
    Aparência
    Bege, algum contaminante
    No calor
    Meio melt, resíduo visível
  3. 3★
    Aparência
    Bege-esverdeado
    No calor
    Borbulha pouco — a fração ideal para prensa
  4. 1★ a 2★
    Aparência
    Verde, com fiapo e folha
    No calor
    Não derrete: prensa ou uso culinário

08

Armazenamento

Vidro vedado, frio e escuro, uma fração por pote. Como no dry sift, deixe o pote voltar à temperatura ambiente antes de abrir para não condensar água no pó.

09

Perguntas de bancada

Quanto tempo o gelo seco dura?

Pouco. Ele sublima o tempo todo, mesmo dentro do isopor: compre para o dia do uso e calcule sobra. Guardar de um dia para o outro é perder boa parte do que comprou — e o recipiente nunca pode ser vedado.

Posso usar as mesmas bags do ice?

As bags clássicas 6 Stars são indicadas também para gelo seco. A condição é estarem completamente secas: bag úmida congela na hora, a malha entope e o pó empelota.

Por que meu pó ficou úmido?

Condensação. O pó sai muito abaixo de zero e puxa a umidade do ar como um copo gelado. Sala seca durante o trabalho e descanso em camada fina antes de fechar o pote resolvem.

Dá para prensar o resultado?

Dá, e é o melhor destino para a maior parte do que o método entrega. As frações de 73u e 160u viram rosin limpo; a de 220u rende volume e pede bag de rosin mais fechada.

10

O que registrar

  • Matéria: tipo, genética e peso de entrada
  • Gramas de gelo seco e a proporção gelo : matéria
  • Tempo de contato antes de agitar
  • Micragem de cada bag usada e a ordem
  • Número de passadas e o tempo de agitação de cada uma, em segundos
  • Método: shake bag, tumbler ou Trim Box
  • Peso de cada fração, por micragem e por passada
  • Peso final, estrelas de cada fração, temperatura e umidade da sala

Os cinco caminhos, lado a lado

Cada processo pede um equipamento.

Solvente, matéria, ritmo e perfil de cada um. Rendimento fica de fora da tabela de propósito: cada caminho tem a sua régua.

  • Ice
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Fresh frozen ou curada
    Ritmo
    Horas de lavagem, dias de secagem
  • Dry Sift
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Flor e trim secos
    Ritmo
    Minutos por passada
  • Dry Ice
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Trim e flor secos, em volume
    Ritmo
    Cerca de 15 minutos
  • Rosin
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Flor, hash, dry sift ou kief
    Ritmo
    Minutos por prensada
  • BHO
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Butano (inflamável)
    Matéria
    Flor e trim secos, ou fresh frozen
    Ritmo
    Extração rápida, purga de 24 h ou mais

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