Rosin · calor e pressão

Calor, pressão e tempo.

A matéria vai numa filter bag, entre duas placas aquecidas. A pressão faz a resina atravessar a malha e escorrer para o papel — sem solvente nenhum.

Filter bags a partir de R$ 30,00 · envio para todo o Brasil

Faixa típica
12 a 25% de flor · 55 a 80% de hash
referência técnica
Filter bags
220u a 90u para flor · 37u e 25u para hash
catálogo
Tamanhos de bag
5 × 11,4 cm · 3,5 × 8 cm
catálogo
Solvente
Nenhum — calor e pressão

Nesta página

Tudo sobre Rosin, numa página só.

O caminho explicado do começo ao fim e, logo abaixo, os guias completos — os mesmos que a bancada abre com a mão molhada. Clique para ir direto ao ponto, ou role e leia tudo na ordem.

seções do caminho
8
guias completos
2
min de leitura
14

O que é

Rosin é resina espremida. A matéria vai dentro de uma filter bag de nylon, entre duas placas aquecidas, e a pressão faz o óleo atravessar a malha e escorrer para o papel antiaderente. Sem solvente nenhum — só calor, pressão e tempo. A qualidade do que entra decide quase tudo: a prensa não melhora a matéria, só a concentra.

Para quem é

Para quem quer extrato pronto em minutos, sem solvente, e para quem já faz ice ou dry sift e quer dar o passo seguinte: hash rosin é o topo da cadeia sem solvente. Flor prensa bem e rende menos; hash e dry sift rendem muito mais, em bag mais fina.

Dificuldade
Três variáveis — e uma bag que tem que ser a certa.
Investimento
A prensa pesa; os consumíveis, não.
Teto de qualidade
Hash rosin é topo de linha.

O caminho numa imagem

Ficha técnica de Rosin.

  1. 1

    Pressão progressivaSobe aos poucos — de uma vez, a bag estoura.

  2. 2

    Placas aquecidasMais frias guardam terpeno; mais quentes rendem mais.

  3. 3

    A filter bagA micragem define o teto de limpeza do extrato.

  4. 4

    A resinaEscorre para o papel antiaderente, onde é coletada a frio.

Princípio
Calor e pressão espremem a resina através da malha
Solvente
Nenhum
Input
Flor, hash, dry sift ou kief
Filter bags
220u · 160u · 120u · 90u para flor — 37u · 25u para hash· catálogo
Tamanhos de bag
5 × 11,4 cm (padrão) e 3,5 × 8 cm · nylon food grade, costura dupla· catálogo
Placas — flor
88 a 99 °C · 45 a 90 s· referência técnica
Placas — hash
71 a 88 °C · 60 a 180 s· referência técnica
Papel
Dover antiaderente, rolo de 3 m × 30 cm· catálogo
Cura
Cold cure, cura em temperatura ambiente ou whipping
Resultado
Rosin — de flor, ou hash rosin

Como se faz

Sete etapas, e o que decide cada uma.

  1. 01
  2. 02

    Escolher a filter bag

    A bag define o teto. Malha aberta demais deixa passar material vegetal, e o extrato escurece; fechada demais segura resina dentro. Para flor, malhas de 220u a 90u. Para hash e dry sift, 37u e 25u — o input já é concentrado, a bag só segura o que sobrou.

    DicaTamanho certo para o prensado. Sobra de tecido vira caminho para a resina escapar por onde você não coleta.

  3. 03

    Encher e pré-prensar

    Bag preenchida por igual, sem bolsão de ar e sem estufar. Pré-prensar — dar ao material o formato de placa antes de ir para o calor — melhora o fluxo da resina e reduz o tempo de placa.

    DicaDobre a boca da bag para baixo do prensado. Costura e abertura não devem ficar voltadas para a frente da placa.

    O que entra aqui

    Molde de pré-prensa, ou a própria prensa ainda fria.

  4. 04

    Embrulhar no papel antiaderente

    A bag vai dentro de uma folha dobrada de papel antiaderente, com sobra na frente: é para lá que a resina escorre. Papel manteiga comum não serve — gruda e rasga com calor e pressão.

    DicaDeixe a sobra de papel maior que o prensado. Resina que encosta na placa é resina perdida.

  5. 05

    Prensar: temperatura, pressão, tempo

    Temperatura baixa preserva terpeno e entrega cor clara; alta rende mais, mais escuro e mais líquido. A pressão sobe aos poucos, sentindo o material ceder — pressão total de uma vez estoura a bag. O tempo acaba quando a resina para de correr.

    DicaNão existe temperatura certa: existe a que corresponde ao que você quer. E ela precisa estar anotada.

    O que entra aqui

    A prensa: placas aquecidas, com controle de temperatura e de pressão.

  6. 06

    Coletar a frio

    Resina quente é líquida e gruda em tudo. Deixe o papel esfriar — uma superfície fria acelera — e recolha com espátula de inox. O segundo prensado, mais quente e mais longo, rende mais e vale menos: guarde separado.

    DicaPrimeira e segunda prensada em potes diferentes. Juntar as duas nivela por baixo.

  7. 07

    Curar e guardar

    Cold cure: pote fechado, no frio, para estabilizar textura e aroma. Ou cura em temperatura ambiente, que muda o perfil de terpenos com o tempo. Whipping — bater o extrato morno — leva à textura de badder. A mesma prensada com cura diferente vira produtos diferentes.

    DicaDepois de curar, guarde sempre em baixa temperatura: é o que mantém aroma e frescor.

Os números do caminho

O que medir, e o que esperar.

A micragem da filter bag

Seis malhas na linha Premium. A regra: quanto mais concentrado o input, mais fina a bag.

  1. 220u

    Flor — A malha mais aberta da linha: máximo fluxo.

  2. 160u

    Flor — Fluxo alto, com um pouco mais de filtragem.

  3. 120u

    Flor — Equilíbrio entre rendimento e limpeza.

  4. 90u

    Flor — A mais fina indicada para flor: extrato mais limpo.

  5. 37u

    Hash — Para hash, dry sift e kief.

  6. 25u

    Hash — A mais fina da linha: só resina passa.

onde costuma estar o melhor materialMicragens e indicações (flor ou hash) conforme a embalagem das Premium Filter Bags 6 Stars.

Faixa típica de rendimento

Rendimento é o peso que sai dividido pelo peso da matéria que entrou. Aqui são duas réguas, porque são duas matérias — uma não se lê na outra.

Faixa típica de referência, não promessa: o rendimento depende da matéria, da genética e de como o processo foi conduzido. Cada caminho tem a sua régua: rendimento de processos diferentes não se compara.

Temperaturas e tempos são referências de partida, não receita: ajuste à sua matéria e anote o que mudou.

O que muda o resultado

Nove variáveis. Mexa em uma por vez.

Mudar duas coisas no mesmo run é não saber qual delas fez diferença. Anote o que mudou: é o que transforma um run bom em um processo que se repete.

  1. 01

    Input: flor, hash, dry sift ou kief

    Decide a bag, a temperatura e a régua do rendimento. Flor e hash não se comparam — são dois processos com o mesmo nome.

    muda bag, calor e régua

  2. 02

    Prensa e tonelagem

    Força disponível e área de placa definem quanta matéria cabe por vez e quanta pressão chega de fato à bag.

    define a carga por vez

  3. 03

    Pressão aplicada

    Progressiva, a resina flui. De uma vez, a bag estoura e o material vegetal vai junto para o papel.

    de uma vez · estoura a bag

  4. 04

    Temperatura das placas

    O controle mais direto entre qualidade e rendimento: mais fria, mais terpeno; mais quente, mais volume.

    ↑ calor · ↑ rendimento · ↓ terpeno

  5. 05

    Tempo de prensagem

    Depois que a resina para de correr, o tempo extra só cozinha o que já saiu.

    além do fluxo · só cozinha

  6. 06

    Micragem e tamanho da bag

    Malha errada joga rendimento fora ou deixa contaminante passar. Bag grande demais abre caminho para vazamento.

    ↓ micragem · ↑ limpeza

  7. 07

    Pré-prensagem

    Material compactado por igual recebe pressão por igual. Sem isso, a resina procura o caminho fácil e parte da matéria fica sem prensar.

    ↑ fluxo · ↓ tempo de placa

  8. 08

    Número de prensadas

    A primeira traz o melhor; a segunda traz o resto. Separar as duas é registrar dois resultados, não um.

    1ª prensada · a melhor

  9. 09

    Whipping, cura e consistência

    Depois da prensa ainda há processo: a mesma resina vira badder, budder ou fica translúcida conforme a cura.

    mesma resina · outra textura

Erros comuns

Onde o resultado se perde.

  • Bag errada para o input

    Malha aberta com hash deixa contaminante passar; malha fina com flor segura resina dentro. A bag certa é metade do processo.

  • Pressão total de uma vez

    A bag estoura e o material vegetal vai para o papel junto com a resina. Pressão sobe aos poucos.

  • Temperatura alta para render mais

    Rende, e custa terpeno, cor e textura. O ganho em gramas raramente compensa a perda em qualidade.

  • Bag maior que o prensado

    Sobra de tecido cria caminho para a resina escapar pelo lado e ficar na placa.

  • Coletar ainda quente

    Resina líquida espalha, gruda na espátula e fica no papel. Frio primeiro; espátula depois.

  • Juntar a primeira prensada com a segunda

    A segunda é mais escura e menos aromática. No mesmo pote, ela define a qualidade do conjunto.

O caminho até 6★

Hash rosin: o topo sem solvente.

A prensa não cria qualidade — ela concentra a que entrou. O 6★ do rosin começa num hash que já era full melt, vai para uma bag fina, recebe placa mais fria e pressão progressiva, e termina numa cura bem conduzida. Quem quer o melhor rosin começa fazendo o melhor ice.

  • Input: hash full melt
  • Bag de 37u ou 25u
  • Placa mais fria, pressão progressiva
  • Primeira prensada, separada
A escala de 1★ a 6★
  1. Material vegetal aparente
  2. Quase não derrete
  3. Derrete em parte
  4. Derrete bem, deixa resíduo
  5. Derrete quase todo
  6. Full melt: derrete inteiro

Perguntas frequentes

Antes de comprar para Rosin.

Não achou a sua? Chama a 6 Stars no WhatsApp.

Qual micragem de bag para flor e para hash?

Na linha Premium Filter Bags, as malhas de 220u, 160u, 120u e 90u são as indicadas para flor; as de 37u e 25u, para hash. Para flor, 120u e 90u são o meio-termo mais comum entre rendimento e limpeza.

Que tamanho de bag eu uso?

As filter bags saem em dois tamanhos: 5 × 11,4 cm (o padrão) e 3,5 × 8 cm. A bag deve ser do tamanho do prensado e caber inteira dentro da área da placa, com folga nas bordas.

Dover é papel manteiga?

Não. É papel antiaderente, e a diferença importa: ele não gruda e aguenta calor e pressão sem rasgar nem soltar resíduo. Cada rolo tem 3 m × 30 cm.

Flor ou hash: o que rende mais?

Em percentual, hash rende muito mais — a faixa típica vai de 55 a 80%, contra 12 a 25% da flor. Mas não se compara uma coisa com a outra: o hash já passou por uma extração antes, e esse rendimento também entra na conta.

Guia 1 de 2Guia principal

Rosin: calor, pressão e tempo

As três variáveis da prensa, e por que a bag errada joga metade do rendimento fora: micragem por input, temperatura de placa, pressão progressiva e cura.

  • 8 min de leitura
  • 9 etapas no passo a passo
  • 10 seções

01

Parâmetros de referência

  • Flor

    Micragem da bag
    90 a 120u
    Placa
    88 a 99 °C
    Tempo
    45 a 90 s
    Faixa típica de rendimento
    12 a 25 %
  • Hash

    Micragem da bag
    25 a 37u
    Placa
    71 a 88 °C
    Tempo
    60 a 180 s
    Faixa típica de rendimento
    55 a 80 %
  • Dry sift e kief

    Micragem da bag
    37 a 90u
    Placa
    76 a 90 °C
    Tempo
    60 a 120 s
    Faixa típica de rendimento
    Depende da limpeza do sift

Rosin não tem solvente nem água: é calor para amolecer a resina, pressão para expulsá-la e tempo para deixá-la escorrer. As três variáveis se compensam — placa mais fria pede mais tempo, bag mais fechada pede mais paciência — e por isso todo run precisa das três anotadas.

02

Antes de começar

0 de 7 separados

Equipamento
Matéria
Filter bag 6 Stars de nylon food grade, vista de frente
Filter bag 6 Stars de nylon, com a costura dupla aparente
Glass Jar 6 Stars de 33 ml, o pote em que o rosin cura
A filter bag de nylon com costura dupla, e o pote de vidro em que o rosin cura.

03

Passo a passo

  1. 01

    Escolha a bag pelo input

    • 90 a 120u
    • 25 a 37u

    Bag aberta demais deixa passar material vegetal e o extrato escurece. Bag fechada demais segura resina dentro. Para flor, 90 a 120u; para hash, 25 a 37u — o hash já é um concentrado, a bag só segura o pouco que sobrou de contaminante. Use a bag do tamanho do prensado: sobra de tecido vira caminho por onde a resina escapa sem ser coletada.

  2. 02

    Carregue sem folga

    Encha a bag de forma uniforme, cantos incluídos, sem estufar. Bolsa de ar estoura a bag; excesso de matéria também. Dobre a boca para baixo do pacote.

  3. 03

    Pré-prense

    Forme uma placa compacta e de espessura igual antes de levar ao calor. A pré-prensagem melhora o fluxo da resina, reduz o tempo de placa e é a melhor defesa contra bag estourada.

  4. 04

    Monte o papel

    Dobre o papel antiaderente ao meio com a bag no centro, deixando bastante papel à frente: é para lá que o óleo corre. Papel curto é resina escorrendo para a placa.

  5. 05

    Aqueça e estabilize as placas

    • 5 min

    Ligue, ajuste a temperatura e espere pelo menos 5 minutos depois de a placa chegar ao valor. O visor mostra o sensor, não a superfície: se tiver termômetro infravermelho, confira as duas placas.

  6. 06

    Encoste, espere e só então aperte

    • 10 a 20 s
    • 30 a 60 s

    Feche as placas até encostarem no pacote, sem pressão, e conte de 10 a 20 segundos: a matéria aquece e a resina amolece. Depois suba a pressão aos poucos, ao longo de 30 a 60 segundos, sentindo o material ceder. Pressão total de uma vez estoura a bag e mistura tudo. Segure até o fluxo de óleo parar.

  7. 07

    Colete no frio

    Abra, tire o papel e leve-o por um minuto a uma superfície fria. Resina fria solta do papel inteira; resina morna gruda na espátula e fica no caminho. Colete com a espátula de inox e pese.

  8. 08

    Segunda prensada, se valer a pena

    • 5 a 10 °C

    Uma segunda prensada, de 5 a 10 °C mais quente e mais longa, traz mais rendimento e menos qualidade. Guarde em pote separado e anote como outra fração — nunca como um número só.

  9. 09

    Cure

    • 24 a 72 h
    • Cold cure: pote de vidro bem fechado, em temperatura baixa e estável, de 24 a 72 h. A textura muda, o aroma estabiliza
    • Cura em temperatura ambiente: o mesmo pote vedado fora da geladeira — muda o perfil aromático ao longo dos dias e pede mais atenção à oxidação
    • Whipping: bater o extrato morno com a espátula até virar badder

    Anote qual usou: a mesma prensagem com cura diferente entrega produtos diferentes.

04

Pressão: a conta que ninguém faz

A tonelagem da prensa não diz nada sozinha. O que chega à resina é a força dividida pela área da bag: pressão na bag = força da prensa ÷ área do pacote. Uma prensa de 2 toneladas sobre uma bag de 5 × 11,4 cm (57 cm²) entrega cerca de 500 psi; a mesma prensa sobre um pacote com metade da área entrega o dobro. Flor trabalha bem entre 600 e 1.000 psi; hash pede menos, de 300 a 700 psi. Mais pressão que isso não traz mais resina — traz cera, clorofila e bag estourada.

05

Dicas de bancada

06

Erros comuns e como corrigir

  • Sintoma

    Bag estourou

    Causa provável
    Pressão súbita, bag estufada ou sem pré-prensa
    Como corrigir
    Pré-prense, encha menos e suba a pressão em 30 a 60 s
  • Sintoma

    Rosin escuro

    Causa provável
    Placa quente demais, tempo longo ou matéria velha
    Como corrigir
    Baixe de 5 em 5 °C e reduza o tempo
  • Sintoma

    Chiado e respingo na placa

    Causa provável
    Umidade na matéria
    Como corrigir
    Seque melhor o hash; flor acima de 65 % de umidade também chia
  • Sintoma

    Rendimento baixo em flor

    Causa provável
    Flor seca demais ou bag fechada demais
    Como corrigir
    Reidrate a flor para 58 a 65 % e use 90 a 120u
  • Sintoma

    Extrato com material vegetal

    Causa provável
    Bag aberta demais ou pressão excessiva
    Como corrigir
    Feche a micragem e alivie a pressão
  • Sintoma

    Resina ficou na placa

    Causa provável
    Papel curto
    Como corrigir
    Deixe mais papel à frente da bag

07

Como avaliar o resultado

  1. 6★O topo da régua
    Cor e aspecto
    Claro, do quase branco ao dourado, limpo e homogêneo
    Aroma e queima
    Aroma intenso e fiel à matéria; derrete sem deixar resíduo
  2. 5★
    Cor e aspecto
    Dourado, sem partícula visível
    Aroma e queima
    Aroma forte; resíduo mínimo
  3. 4★
    Cor e aspecto
    Âmbar
    Aroma e queima
    Aroma presente; resíduo leve
  4. 3★
    Cor e aspecto
    Âmbar escuro
    Aroma e queima
    Aroma apagado; resíduo visível
  5. 1★ a 2★
    Cor e aspecto
    Marrom, com partículas
    Aroma e queima
    Gosto vegetal ou queimado

É uma régua de bancada para comparar os seus próprios runs — a mesma matéria prensada em duas temperaturas costuma mudar uma estrela inteira.

08

Cura e armazenamento

Pote de vidro pequeno, bem vedado, com pouco ar sobrando. Frio e escuro sempre: geladeira para o consumo das próximas semanas, freezer para guardar por mais tempo. Tire do frio e espere o pote voltar à temperatura ambiente antes de abrir — assim a umidade do ar não condensa dentro dele.

09

Perguntas de bancada

Que tonelagem de prensa eu preciso?

Menos do que o anúncio sugere. O que importa é a pressão que chega à bag, e ela depende da área do pacote: uma prensa pequena com uma bag pequena entrega a mesma pressão que uma prensa grande com uma bag grande. Faça a conta da sua antes de trocar de equipamento.

Papel manteiga serve?

Não conte com isso. Use papel antiaderente de verdade: o Dover Assa+Leve — que, como o próprio fabricante avisa, não é papel manteiga — aguenta a temperatura de placa e solta a resina inteira na coleta.

Posso prensar flor recém-seca?

Pode, se a umidade estiver entre 58 e 65 %. Flor seca demais reabsorve o próprio óleo e o rendimento despenca; úmida demais, chia na placa e escurece o extrato. Alguns dias em pote com controle de umidade resolvem os dois casos.

Por que o rosin escureceu no pote?

Calor, luz e oxigênio. Rosin é resina sem proteção nenhuma: pote pequeno e cheio, bem vedado, no frio e no escuro. Fora da geladeira ele escurece e perde aroma em semanas.

10

O que registrar

  • Input: flor, hash, dry sift ou kief — com genética e peso de entrada
  • Prensa e tonelagem, e a pressão aplicada
  • Temperatura das placas e tempo de prensagem, em segundos
  • Micragem e tamanho da bag
  • Se houve pré-prensagem e quantas prensadas foram feitas
  • Whipping ou cura: qual, por quanto tempo e em que temperatura
  • Consistência final, peso de saída de cada prensada e estrelas

Guia 2 de 2Guia complementar

Rosin de hash ou rosin de flor: o que muda na prensa

Mesma prensa, dois produtos. Micragem da bag, temperatura, pressão e faixa de rendimento de cada input — e a conta que mostra quando vale a pena lavar antes de prensar.

  • 6 min de leitura
  • 9 etapas no passo a passo
  • 10 seções

01

Parâmetros de referência

  • Micragem da bag

    Rosin de flor
    90 a 120u
    Rosin de hash
    25 a 37u
  • Temperatura de placa

    Rosin de flor
    88 a 99 °C
    Rosin de hash
    71 a 88 °C
  • Tempo de placa

    Rosin de flor
    45 a 90 s
    Rosin de hash
    60 a 180 s
  • Pressão na bag

    Rosin de flor
    600 a 1.000 psi
    Rosin de hash
    300 a 700 psi
  • Preparo da matéria

    Rosin de flor
    58 a 65 % de umidade
    Rosin de hash
    Completamente seco
  • Faixa típica de rendimento

    Rosin de flor
    12 a 25 %
    Rosin de hash
    55 a 80 %
  • Resultado

    Rosin de flor
    Mais volume, mais cera e lipídio
    Rosin de hash
    Mais claro, mais aroma, menos volume
Filter bag 6 Stars de nylon food grade, vista de frente
Filter bag 6 Stars de nylon, com a costura dupla aparente
A mesma filter bag de nylon muda de micragem conforme o input: 120u para flor, 37u para extrato.

02

Por que são dois produtos

Rosin de flor é uma extração só: calor e pressão tiram a resina direto da planta, e um pouco de cera, lipídio e pigmento vem junto. Rosin de hash são duas: primeiro a água (ou a tela) separa a cabeça do tricoma de todo o material vegetal, depois a prensa só termina o serviço. O que entra na bag já é concentrado — por isso sai mais claro, mais aromático e pede muito menos força.

03

A conta que decide

Use as faixas típicas como régua, nunca como promessa. Partindo de 100 g de matéria curada:

  • Flor direto na prensa

    Etapas
    12 a 25 %
    Saída estimada
    12 a 25 g de rosin
  • Ice e depois prensa

    Etapas
    4 a 12 % de hash · 55 a 80 % na prensa
    Saída estimada
    2,2 a 9,6 g de rosin

O rosin de flor rende mais em peso. O de hash rende menos e entrega outro patamar de qualidade — e sobra a opção de não prensar a fração 5★ e 6★, que já é produto final. A decisão é de destino, não de certo e errado: volume para o dia a dia, ou o melhor que aquela matéria consegue dar.

04

Rosin de flor, passo a passo

  1. 01

    Acerte a umidade

    • 58 a 65 %

    Flor entre 58 e 65 % de umidade relativa. Seca demais, ela reabsorve o óleo como esponja; úmida demais, o extrato chia e escurece.

  2. 02

    Bag de 90 a 120u

    • 90 a 120u

    É a faixa que segura o material vegetal sem prender a resina. A Filter Bag 6 Stars para flor é a de 120u.

  3. 03

    Pré-prense firme

    Flor é elástica e cheia de ar. A pré-prensa transforma o pacote em uma placa densa e evita que a bag estoure quando a pressão subir.

  4. 04

    Placa de 88 a 99 °C, 45 a 90 s

    • 88 a 99 °C
    • 45 a 90 s
    • 10 a 20 s

    Encoste as placas de 10 a 20 segundos, suba a pressão aos poucos e segure até o fluxo parar. Comece pelo lado frio da faixa e só esquente se o rendimento pedir.

05

Rosin de hash, passo a passo

  1. 01

    Hash seco de verdade

    Qualquer resto de água vira vapor na placa. Se o hash ainda empelota ao ser apertado frio, ele volta para a secagem — não vai para a bag.

  2. 02

    Bag de 25 a 37u, em dobro

    • 25 a 37u

    Malha fechada, porque o que sobrou de contaminante no hash é fino. Vista uma bag dentro da outra: hash amolece e vira líquido dentro do pacote, e a segunda camada segura o estouro. A Filter Bag 6 Stars para extrato é a de 37u.

  3. 03

    Pré-prensa leve

    Só o bastante para dar forma. Hash não tem ar para expulsar — apertar demais antes da hora entope a malha por dentro.

  4. 04

    Placa de 71 a 88 °C, 60 a 180 s

    • 71 a 88 °C
    • 60 a 180 s

    Temperatura mais baixa, tempo mais longo e pressão subindo bem devagar. O hash precisa de tempo para derreter por inteiro antes de a força entrar; com pressa, ele estoura a bag em vez de atravessá-la.

  5. 05

    Que hash prensar

    As frações 3★ e 4★ são as que mais ganham com a prensa: não derretem limpas sozinhas, mas viram rosin excelente. Full melt 5★ e 6★ já é produto final — prensar é opção, não necessidade.

06

Dry sift e kief

Ficam no meio do caminho: bag de 37 a 90u e placa de 76 a 90 °C, de 60 a 120 s. Quanto mais limpo o sift, mais ele se comporta como hash — malha mais fechada, placa mais fria. Sift esverdeado se comporta como flor.

07

Dicas de bancada

08

Erros comuns e como corrigir

  • Sintoma

    Bag de hash estourou

    Causa provável
    Pressão rápida demais ou bag única
    Como corrigir
    Bag em dobro e pressão subindo em 60 s ou mais
  • Sintoma

    Rosin de hash escuro

    Causa provável
    Placa quente demais ou hash oxidado
    Como corrigir
    Volte para 71 a 80 °C; confira como o hash foi guardado
  • Sintoma

    Chiado na placa

    Causa provável
    Hash úmido ou flor acima de 65 % de umidade
    Como corrigir
    Seque o hash; acerte a umidade da flor
  • Sintoma

    Flor rendeu pouco

    Causa provável
    Flor seca demais ou bag muito fechada
    Como corrigir
    Reidrate para 58 a 65 % e abra para 90 a 120u
  • Sintoma

    Rosin de flor opaco e ceroso

    Causa provável
    Temperatura e pressão altas demais
    Como corrigir
    Baixe a placa e alivie a pressão

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Como avaliar o resultado

  1. 6★O topo da régua
    Cor e aspecto
    Quase branco a dourado claro, homogêneo
    Aroma e queima
    Aroma intenso e fiel; derrete sem resíduo
  2. 5★
    Cor e aspecto
    Dourado, sem partícula visível
    Aroma e queima
    Aroma forte; resíduo mínimo
  3. 4★
    Cor e aspecto
    Âmbar
    Aroma e queima
    Aroma presente; resíduo leve
  4. 3★
    Cor e aspecto
    Âmbar escuro
    Aroma e queima
    Aroma apagado; resíduo visível
  5. 1★ a 2★
    Cor e aspecto
    Marrom, com partículas
    Aroma e queima
    Gosto vegetal ou queimado

Rosin de hash bem feito parte de 5★; rosin de flor bem feito costuma ficar entre 3★ e 5★. Compare cada um com os runs do mesmo input.

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O que registrar

  • Input: flor, hash, dry sift ou kief — e, no hash, a micragem e as estrelas da fração prensada
  • Peso de entrada na bag
  • Micragem e tamanho da bag, e se foi em dobro
  • Temperatura das placas, tempo em segundos e pressão aplicada
  • Pré-prensagem e número de prensadas
  • Cura ou whipping, consistência final, peso de saída e estrelas

Os cinco caminhos, lado a lado

Cada processo pede um equipamento.

Solvente, matéria, ritmo e perfil de cada um. Rendimento fica de fora da tabela de propósito: cada caminho tem a sua régua.

  • Ice
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Fresh frozen ou curada
    Ritmo
    Horas de lavagem, dias de secagem
  • Dry Sift
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Flor e trim secos
    Ritmo
    Minutos por passada
  • Dry Ice
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Trim e flor secos, em volume
    Ritmo
    Cerca de 15 minutos
  • Rosin
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Nenhum
    Matéria
    Flor, hash, dry sift ou kief
    Ritmo
    Minutos por prensada
  • BHO
    Dificuldade
    Investimento
    Teto de qualidade
    Solvente
    Butano (inflamável)
    Matéria
    Flor e trim secos, ou fresh frozen
    Ritmo
    Extração rápida, purga de 24 h ou mais

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Rosin: temperatura, pressão e a filter bag certa · 6 Stars Extract